Meus Amigos

29/05/2011

Sola Fide

Por Hernandes Dias Lopes

Um dos grandes pilares da Reforma Protestante do século XVI foi uma volta à doutrina apostólica da salvação pela fé em Cristo Jesus. Os reformadores sublinharam a supremacia da fé sobre as obras para a salvação. O Breve Catecismo de Westminster afirma que fé em Jesus Cristo é uma graça salvadora pela qual o recebemos e confiamos somente nele para a salvação, como ele nos é oferecido no Evangelho. Destacamos alguns pontos para nossa reflexão:

1. A fé salvadora é mais do que mero assentimento intelectual da verdade – Embora a verdadeira fé repousa no conhecimento e não na ignorância, a fé salvadora é mais do que conhecimento intelectual da verdade. Não basta apenas ter informação da verdade, é preciso ser transformado por ela. Os demônios sabem que Deus existe e até tremem diante da sua majestade, mas estão perdidos (Tg 2.19). Jesus diz que alguns o chamam de Senhor, operam milagres, expulsam demônios e até profetizam, mas ao mesmo tempo vivem na iniqüidade e não possuem a fé salvadora (Mt 7.22,23).

2. A fé salvadora não depende das boas obras para nos justificar diante de Deus – O sinergismo que ensina a salvação como somatória de fé mais obras está em total desacordo com as Escrituras. A fé é a raiz e as obras de fé são o fruto. Não somos salvos pela combinação de fé e obras, mas sim, por uma fé que produz obras. Somos salvos exclusivamente pela fé, mas por uma fé que não permanece só (Tg 2.20-22,26). Com respeito à salvação, a fé é a causa instrumental e as obras sua evidência (Tg 2.14- 18). A fé é o meio e a condição da salvação, ao passo que as obras são seu fruto e sua evidência.

3. A fé salvadora é um dom exclusivode Deus e não um merecimento humano – Toda a obra da salvação é concebida, realizada e consumada por Deus. É Deus quem abre o coração para crermos em Cristo. É ele quem dá o arrependimento para a vida. É ele quem chama eficazmente e dá a fé salvadora. É Deus quem justifica e glorifica aqueles que crêem. A fé salvadora não é apenas um conhecimento nem um sentimento inato, mas uma confiança exclusiva e absoluta na Pessoa e obra de Cristo em nosso favor.

4. A fé salvadora é o instrumento mediante o qual recebemos a vida eterna – A fé não é a base da nossa salvação, mas o seu instrumento de apropriação. A fé é o elo de ligação entre o crente e Cristo (Gl 3.26; Jo 3.16; At 16.31). A fé é a causa instrumental da justificação (Rm 5.1). Somos salvos pela obra expiatória de Cristo, mas apropriamo-nos dos resultados dessa obra pela fé. A fé é como a mão estendida de um mendigo recebendo o presente de um rei. Como a fé recebe Cristo, ela nos leva à posse de todas os seus benefícios.

5. A fé salvadora tem uma importância fundamental em nosso relacionamento com Deus – A fé vem pela pregação do evangelho (Rm10.17) e por meio dela nos tornamos filhos de Deus (Jo 1.12). Logo, aquele que se aproxima de Deus deve crer que ele existe (Hb 11.6), pois o justo vive pela fé (Rm 1.17), é justificado mediante a fé (Rm 5.1) e pela fé ele toma posse da vida eterna (Jo 3.36). Pela fé estreitamos nosso relacionamento com Deus e tornamo-nos como Abraão, o pai da fé, amigos de Deus.

Fonte: Palavra da Verdade.

Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).

auxilioaomestre@bol.com.br

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15/05/2011

Um país democrático no Oriente Médio

ILAN SZTULMAN

Israel, ao comemorar mais um aniversário de independência, sonha com o momento em que o Oriente Médio seja mais associado a paz e democracia

O Estado de Israel completa 63 anos de existência em meio a um Oriente Médio em transformações.

A implacável onda que clama por mudanças trouxe à tona os problemas sociais e econômicos da região. Mas uma população árabe testemunha essas ações dramáticas de posição diferenciada, pois tem há décadas liberdades de expressão, religiosa, de orientação sexual e de organização partidária.

Essa numerosa comunidade árabe, que vive em Israel, composta por mais de 1 milhão de pessoas, entre eles juízes do Supremo Tribunal, diplomatas e parlamentares, pode conviver com a democracia, com o pluralismo e com o dinamismo econômico israelense. Além dos cidadãos de origem árabe, o mosaico israelense abriga diversas minorias.

Os bahá'í, violentamente perseguidos no Irã, mantêm seu centro sagrado em Haifa. Cristãos, reprimidos pelo Hamas em Gaza, encontram seus lugares sagrados protegidos em Jerusalém. Ao lado desse mundo religioso coexiste um universo laico, com espaço, por exemplo, para grupos que contestam a existência de Israel ou para grupos que organizam em Tel Aviv uma das maiores paradas gays do planeta.

Israel, o minúsculo (tamanho comparável a Sergipe) e único país do planeta a contar com uma população de maioria judaica, orgulha-se de abrigar diversas minorias. Orgulha-se de, em pouco mais de seis décadas, ter construído o Estado mais democrático da região.

A luta pela existência e pela construção de Israel cobra um preço extremamente caro. Mais de 22 mil de nossos cidadãos morreram em guerras com vizinhos que até hoje rejeitam a existência do país.

Mais de 3.000 vidas foram ceifadas pelo terrorismo. Hizbollah, Hamas e Irã falam até hoje em destruir o Estado judeu. Apesar da permanente atmosfera de beligerância imposta na região por regimes autocráticos ou fundamentalistas e por seus aliados, Israel, lar histórico de um povo com trajetória milenar, mergulha no século 21 como exemplo de inovação tecnológica, dinamismo econômico e de vigor democrático.

As contribuições do país vão desde a criação do tomate-cereja à do USB pen-drive, dos microprocessadores da Intel à nanotecnologia médica, exemplos de uma inventividade que prospera apenas em sociedades livres e modeladas pela democracia.

Todo o Oriente Médio merece esse modelo. E Israel, ao comemorar mais um aniversário de sua independência, sonha também com o momento em que a região seja menos conhecida por sua instabilidade e por regimes autoritários e mais associada ao desenvolvimento, à paz e ao respeito à democracia.

ILAN SZTULMAN é o cônsul-geral de Israel em São Paulo.

28/03/2011

O que fazer com os elementos que sobram da Ceia?


por Rev. Ewerton B. Tokashiki



Os diáconos são encarregados da preparação antecipada da Ceia do Senhor. Esta é uma honra que estes servos de Deus têm diante da igreja local. Devem zelar para que os elementos sejam apropriados tanto em qualidade, como o corte do pão e a distribuição do cálice, e ainda a disposição na mesa. Todavia, após o término do culto, eles são responsáveis pelas sobras dos elementos da Ceia. A pergunta é: o que fazer dos elementos que sobraram?


Não há uma prescrição clara quanto a este assunto. Nos Princípios de Liturgia[1] [capítulo VII - Administração da Ceia do Senhor] lemos que no art.17 “os elementos da Santa Ceia são pão e vinho, devendo o Conselho zelar pela boa qualidade desses elementos.” Isto significa apenas que o Conselho supervisiona o preparo e uso dos elementos para que sejam corretamente escolhidos com qualidade. Não há menção quanto às sobras.


É quase impossível estabelecer uma regra absoluta quanto ao assunto. Devemos nos orientar por um princípio geral, isto é, que o preparo, o manuseio, e o eliminar dos elementos devem evitar qualquer superstição, erro doutrinário, ou a prática da veneração do pão e do cálice, antes, durante ou após a celebração da Ceia do Senhor, atribuindo-lhes algum poder inerente, ou valor permanente. A Confissão de Fé de Westminster declara que


Os elementos exteriores deste sacramento, devidamente consagrados aos usos ordenados por Cristo, têm tal relação com o Cristo Crucificado, que, verdadeiramente, embora só num sentido sacramental, são às vezes chamados pelos nomes das coisas que representam, a saber, o corpo e o sangue de Cristo; se bem que, em substância e natureza, conservam-se verdadeiro e somente pão e vinho, como eram antes.[2]


Há diferentes práticas adotadas pelas igrejas evangélicas:


1. Muitos guardam as sobras, tanto do pão como do cálice, para a próxima realização da Ceia. O problema é que quando a celebração seguinte demora, ou sendo realizada mensalmente, os elementos podem não ter a mesma qualidade, por causa da fermentação, decomposição, ou até mesmo por serem inaproveitáveis por causa da sua inadequada preservação.


2. Em alguns casos há diáconos que após o culto, enterram as sobras do pão e do cálice. Mas, isto apenas aumenta a ignorância e piora o misticismo irracional que, diga-se de passagem, é uma herança do catolicismo romano.


3. Há aqueles que jogam no lixo as sobras da Ceia. O fato de se jogar fora pode ser por não querer aproveitar os elementos, porque uma vez cortados não é possível aproveita-los para uma refeição posterior. Mas, corre-se o risco fazê-lo pelo mesmo motivo daqueles que preferem enterrar.


Esta confusão é desnecessária, mas ofende a consciência de alguns amados e sinceros irmãos que não foram corretamente instruídos sobre a natureza da Ceia do Senhor. Eis alguns motivos desta comum confusão:


1. Por serem instruídos sem base nas Escrituras a divinizar o pão e o cálice inconscientes da heresia que estão praticando.


2. Por esquecerem que o pão e cálice são meros símbolos, e que não há nenhuma mutação essencial nos elementos. Apenas a presença espiritual manifesta-se durante a Ceia nos alimentando com graça (por isso, é um meio de graça). Os elementos da Ceia não se tornam (transubstanciação), nem contém (consubstanciação) o corpo físico de Cristo. Embora separados do uso comum, continuam sendo o que sempre foram, o pão e cálice; não sofrem nenhuma mutação substancial, mas apenas representam uma realidade espiritual presente durante a correta celebração da Ceia. Cristo está presente espiritual e não fisicamente.


3. Por confundirem que o importante na Ceia são as palavras, o ato, e o momento da celebração da comunhão nada acrescentando, nem permanecendo nos elementos de modo que devem ser considerados como objetos de veneração.


Algumas recomendações pastorais sobre "as sobras da Ceia":


1. Não alimente o sentimento pelos elementos como se eles fossem o próprio Cristo! Não podemos cair no sutil erro da idolatria como o fazem os romanistas.


2. No manuseio dos elementos não os vulgarize. Este é o outro extremo, também praticado por ignorância. Não devemos brincar com aquilo que é sério. O símbolo [pão e vinho] mesmo quando não usado na Ceia não deve ser banalizado, se separado para este fim.


3. Não há nenhum problema em se comer as sobras do pão e beber resto do cálice, porque após o término do culto, eles se limitam a ser apenas o que sempre foram, pão e vinho, porque após a celebração perderam o seu significado e eficácia espiritual como meio de graça.


4. Se os diáconos resolverem dar as sobras dos elementos para as crianças (o que acontece em alguns lugares), deve-se inevitavelmente, com clareza, ensiná-las que aquilo que elas estão comendo não é a Ceia do Senhor (nem permiti-las brincar de Santa Ceia), mas apenas as sobras do pão e do cálice. Isto deve ser feito, de modo que, seja evitado escândalos, uma concepção errada, e a confusão na mente dos infantes que ainda não possuem discernimento da seriedade da Ceia do Senhor.


A minha real preocupação com este artigo não é com as sobras dos elementos da Ceia, mas com o pressuposto teológico. A crença modela o comportamento. Então, não é apenas durante a Ceia que manifestamos a nossa convicção de fé, mas após o seu término quando vamos nos desfazer das sobras dos elementos. Infelizmente, um expressivo número de igrejas locais são absurdamente incoerentes quanto a este assunto! Mesmo aqueles que durante a Ceia confessam que ela é apenas um mero memorial (zwinglianos), ou, ainda outros que crêem que embora sendo um símbolo representa o corpo e o sangue, a presença de Cristo é somente espiritual, e não física (calvinistas); entretanto, após a Ceia acabam por negar o seu credo com ransos do romanismo. Com isto, não somente negamos a nossa doutrina na prática, mas desonramos o ensino do nosso Senhor.


[1] Princípios de Liturgia in: Manual Presbiteriano (São Paulo, Ed. Cultura Cristã, 1999).


[2] Confissão de Fé de Westminster, XXIX. 5.


Fonte: Biblioteca Reformada em Português

24/03/2011

Textos sobre a Preservação dos Santos

A palavra perseverança vem do latim perseverantia, do verbo persevero, que por sua vez vem de per + severus, e significa "constância", "persistir", "sustentar", "continuar", "prosseguir". No grego, é diamevnw, que significa também "persistir", "continuar", "permanecer". Podemos vê-la no Novo Testamento traduzida como "permanecer", por exemplo, em Hebreus 1.11; Lucas 1.22 e 22.28; 2 Pedro 3.4 e Gálatas 2.5. No português, a palavra toma um sentido de luta pessoal intensa contra alguma força externa. Perseverar significa resistir contra algum ataque e manter-se firme ao final; não variar de intento, manter-se inabalável, preservar a força.

No sentido teológico, alguns estudiosos tomam caminhos distintos quanto ao emprego do termo perseverança dos santos. Packer, por exemplo, prefere o termo preservação, pois entende que o termo perseverança dos santos não representa bem o verdadeiro sentido bíblico da doutrina, uma vez que quem persevera não é o homem e sim Deus.

Isaías 54.10

Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida, diz o SENHOR, que se compadece de ti.

Jeremias 32.40

Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim.

Mateus 18.14

Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos.

João 3.16

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

João 3.36

Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

João 5.24

Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.

João 6.35

Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.

João 6.37

Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.

João 6.39

E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.

João 6.47

Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna.

João 10.27-29

As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.

Romanos 5.8-10

Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida;

Romanos 8.1

Agora, pois, já nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus.

Romanos 8.29

Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

Romanos 8.34-39

Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.

Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

1 Coríntios 1.8-9

O qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

2 Coríntios 4.14

Sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco.

2 Coríntios 5.5

Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito.

Efésios 1.5

Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade.

Efésios 1.13-14

Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.

Efésios 4.30

E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.

1 Tessalonicenses 5.23-24

O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.

2 Timóteo 4.18

O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!

Hebreus 9.12

Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.

Hebreus 9.15

Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.

Hebreus 10.14

Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados.

1 Pedro 1.5

Que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.

1 João 2.19

Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.

1 João 2.25

E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna.

1 João 5.11-13

E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.

Judas 24-25

Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!

15/03/2011

A Perseverança dos Santos

A Perseverança dos Santos

“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou”. (Rm 8.30)

Ao declarar-se a eterna segurança do povo de Deus, talvez seja mais claro falar de sua preservação que – como se costuma fazer – de sua perseverança. Perseverança significa contínuo apego a uma crença apesar do desencorajamento da oposição. A razão por que os crentes perseveram na fé e na obediência, contundo, não está na força de sua própria dedicação, mas em que Jesus Cristo, através do Espírito Santo, os preserva.

João nos diz que Jesus Cristo se comprometeu com o Pai (Jo 6.37-40) e diretamente com seu povo (Jo 10.28-29), no sentido de guardá-lo, de modo que esse povo nunca perecerá. Na sua oração por seus discípulos, depois de terminar a Última Ceia, Jesus pediu que aqueles que o Pai lhe tinha dado (Jo 17.2, 6, 9, 24) fossem preservados para a glória. Cristo continua a interceder por seu povo (Rm 8.34; Hb 7.25), e é inconcebível que sua oração em favor deles fique sem resposta.

Paulo celebra a presente e futura segurança dos santos no amor onipotente de Deus (Rm 8.31-39). Ele se regozija na certeza de que Deus completará a boa obra que começou na vida dos crentes (Fp 1.6; conforme 1Co 1.8-9; 1Ts 5.23-24, 2Ts 3.3; 2Tm 1.12; 4.18).

- A Confissão de Westminster diz:

“Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, eficazmente chamados e santificados pelo seu Espírito, não podem cair do estado de graça, nem total nem finalmente; mas, com toda certeza, hão de perseverar nesse estado até o fim e estarão eternamente salvos” (XVII.1).

Os regenerados são salvos perseverando na fé e na vida cristã até o fim (Hb 3.6; 6.11; 10.35-39), como Deus os preserva. Esta doutrina não significa que todos aqueles que já professaram ser cristãos serão salvos. Os que tentam viver a vida cristã baseados em sua própria capacidade decairão (Mt 13.20-22). A falsa profissão de fé por parte de muitos que dizem a Deus “Senhor, Senhor” não será reconhecida (Mt 7.21-23). Os que buscam a santidade do coração e o amor ao próximo e, assim, mostram terem sido regenerados por Deus, adquirem o direito de se considerarem crentes seguros em Cristo. A crença na perseverança propriamente entendida não nos leva a uma vida descuidada e à presunção arrogante.

Os regenerados podem mostrar-se relapsos e cair em pecado. Quando isso ocorre, eles se opõe à sua nova natureza e o Espírito Santo os convence do seu pecado (conforme Jo 16.8) e os compele a arrepender-se e a serem restaurados à sua condição de justificados. Quando os crentes regenerados mostram o desejo humilde e grato de agradar a Deus, que os salvou, o reconhecimento de que Deus se comprometeu a guardá-los salvos para sempre aumenta esse desejo.


Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra, Nota Teológica, página 1331.

Amém como nome divino

Ap 3.14: - E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus. ARC

- Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: ARA

- Ao anjo da igreja de Laodicéia escreva o seguinte: “Esta é a mensagem do Amém, da testemunha fiel e verdadeira, daquele por meio de quem Deus criou todas as coisas. NTLH

1. QUEM É O AMÉM?

- O amém dito por Deus é: “e assim é e será”:Ap 22.20 Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!; por homens, “sim, assim seja”: Ap 22.21 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém!

- O Senhor Jesus usa constantemente ‘amém’, traduzido por ‘na verdade, na verdade’, ‘verdadeiramente’, para apresentar novas revelações da mente de Deus: Jo 8.58 Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou.

- O Amém em Ap 3.14 é o Deus da Verdade e aquele que garante todas as promessas. Amém significa ‘isso é solido’, ‘digno de confiança’.

Is 65.16: - De sorte que aquele que se bendisser na terra será bendito no Deus da verdade; e aquele que jurar na terra jurará pelo Deus da verdade; porque já estão esquecidas as angústias passadas e estão encobertas diante dos meus olhos. ARC

- De sorte que aquele que se abençoar na terra, pelo Deus da verdade é que se abençoará; e aquele que jurar na terra, pelo Deus da verdade é que jurará; porque já estão esquecidas as angústias passadas e estão escondidas dos meus olhos. ARA

- Qualquer pessoa na Terra Prometida que pedir uma bênção vai pedi-la ao Deus fiel; e quem fizer uma promessa a fará em nome do Deus fiel.” O SENHOR diz ao seu povo: “Vocês esquecerão as desgraças que sofreram, e eu também não lembrarei mais delas. NTLH

2. A FIDELIDADE DO AMÉM:

- Pelo Deus da verdade é que se abençoará... E se Ele é fiel, os seus testemunhos e mandamentos são certos (Sl 19.7 A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices; 111.7 As obras de suas mãos são verdade e justiça; fiéis, todos os seus preceitos.), como também os são os seus avisos (Os 5.9 Efraim tornar-se-á assolação no dia do castigo; entre as tribos de Israel, tornei conhecido o que se cumprirá.) e promessas (Is 33.16 este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas; 55.3 Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi.)

2Co 1.20: - Porque todas quantas promessas há de Deus são nele sim; e por ele o Amém, para glória de Deus, por nós. ARC

- Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio. ARA

- porque é o “sim” de todas as promessas de Deus. Por isso dizemos “*amém”, por meio de Jesus Cristo, para a glória de Deus. NTLH

3. A CONFIANÇA NO AMÉM:

- Cristo é a palavra positiva e constantemente viva de Deus. Ele é o cumprimento de todas as promessas de Deus, pois ele é a soma e a substancia dos mesmos. Através de Jesus, nós dizemos ‘amém’ (sim, assim seja) em resposta a Deus.

- O ‘amém’ final da oração do crente, expressa sua confiança no amor e na fidelidade de Deus e na certeza das suas promessas. É a voz da fé, reafirmando a verdade do imutável evangelho de Cristo e identificando-se com ela (Dt 7.9 Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos;)

05/02/2011

BIG BROTHER BRASIL

(Luiz Fernando Veríssimo)

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade..

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), bancários, comerciários, carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados...

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão..

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
Um abismo chama outro abismo.


Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto que está utilizando e com que finalidade (estudo pessoal, na igreja, postagem em outro site, impressão, etc.).
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14/10/2010

O que significa ser ungido?

Por Hermes C. Fernandes

O vocábulo "cristão" é derivado de "Cristo". Embora pareça um superlativo (cristão = grande Cristo), na verdade é um diminutivo (algo como "cristinho", ou "pequeno Cristo"). Portanto, se quisermos saber o que significa ser "cristão", temos que descobrir o significado do nome "Cristo".

O vocábulo "Cristo" significa "Ungido", isto é, "alguém que foi capacitado para fazer coisas extraordinárias". Jesus é único em Sua categoria. Ele não é "um" ungido, e sim "O" Ungido. Por isso, Paulo, o apóstolo, O chamava de "Cristo Jesus".

Mesmo sendo Deus encarnado, Jesus Se esvaziou de tal maneira, que tornou-Se um ser humano comum, e para cumprir Sua missão, teve que ser ungido pelo Espírito Santo. Logo após Seu batismo, em Sua primeira oportunidade de falar em público na sinagoga que freqüentava, Jesus leu uma profecia contida no Livro de Isaías, que diz:

"O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres. Enviou-me para apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos, e anunciar o ano aceitável do Senhor" (Lc.4:18-19).

A mesma unção derramada pelo Espírito em Jesus, também capacita Seus seguidores a darem continuidade à Sua missão.

A unção nada mais é do que o agir do Espírito Santo através dos seguidores de Jesus. Ele escolheu homens comuns para realizar feitos extraordinários. Antes de partir, Ele orientou a Seus discípulos a que não se ausentassem de Jerusalém, mas aguardassem a vinda do Espírito Santo que os capacitaria com extraordinário poder (At.4-8). Só depois de receberem o "poder do alto", eles estariam autorizados a deixarem Jerusalém, e levar a mensagem de Jesus aos confins da Terra.

Com a chegada do Espírito da Promessa, a revolução estava deflagrada. Até as autoridades se admiravam ao ver homens galileus, indoutos, de origem humilde, fazendo verdadeiras proezas (At.4:13). Sua identificação com Cristo era tão patente, que eles acabaram sendo chamados de "cristãos". A unção que sobre eles permanecia, os capacitava a viver como se Jesus vivesse através deles. E não era apenas pelos milagres que operavam, mas pela maneira como viviam, como repartiam suas posses, como se perdoavam mutuamente, e como amavam, até mesmo a seus inimigos.

Como podemos perceber, "unção" não tem nada a ver com o sensacionalismo encontrado hoje em alguns círculos cristãos. Não se trata de sentir arrepios, emoções, ou mesmo, falar em línguas. Não tem a ver com a temperatura de um culto. Ser ungido é ser capacitado para fazer o que só Jesus seria capaz. E não me refiro apenas às coisas sobrenaturais, como curas e exorcismos, mas sobretudo às coisas sobrehumanas, como perdoar os inimigos, por exemplo.

E a unção não pode ser transferida. Somos o Corpo de Cristo, e recebemos a unção que sobre Ele, o Cabeça, desceu. A unção equivaleria ao sangue no Corpo Místico de Cristo. Quem faria transfusão de sangue do braço esquerdo para o direito?

Todos os cristãos genuínos são ungidos, ainda que não estejam cientes disso. Não há graus de unção. Qualquer região de um corpo que sofrer um pequeno corte vai sangrar. Seja a ponta da orelha, ou o dedão do pé. Assim se dá com a unção.

Desde o pastor até o mais humildade membro da congregação, todos são ungidos para cumprir sua missão de ser luz no mundo.

Assim como um membro do corpo apodreceria caso o sangue nele não circulasse, um membro de Corpo Místico de Cristo se corromperia caso a unção do Espírito nele não operasse.

Embora o mesmo sangue que corre nos dedos das mãos, seja o mesmo que corre nos dedos dos pés, não se pode exigir que os dedos dos pés tenham a mesma habilidade dos dedos das mãos. Cada um tem sua própria vocação.

Assim se dá no Corpo de Cristo. Uns são chamados para pregar, outros para dedicar-se à intercessão, mas todos são igualmente ungidos por Deus para que através de sua própria vida, seja dado testemunho da presença de Deus no mundo.

(Artigo publicado no Blog Genizah http://www.genizahvirtual.com/2010/10/o-que-significa-ser-ungido.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+Genizah+%28Genizah%29#ixzz12Nsb6Tu1 )

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